Brasil, Crônicas

A Vaca Foi Pro Brejo

22/07/2017
Vacas por Carsten Frenzl

A inspiração foi passear, me deixou a ver navios e em maus lençóis com meus leitores. Aí, em vez de eu embarcar numa canoa furada, percebi que era melhor falar sobre as expressões populares que eu mais gosto.

Como eu acordei com a macaca e estou com a faca e o queijo na mão, vou aproveitar este post para encher linguiça. Eu sei que essa é uma ideia de Jirico, mas você vai curtir.

Caçar sapo, por exemplo, é uma ótima expressão. Eu imagino no tempo da minha avó, quando um coitado entrava pelo cano e não podia dizer vai se fud*r ao pegar alguém com a boca na botija.

Agora a casa caiu! Esses dias e eu recebi uma carta de uma desvairada. Você, que não dorme de touca, vai ler de camarote!

Lost, 15 de agosto, mês do cachorro louco.

A vaca foi pro brejo

No tempo em que o cão era menino, aparecia um abacaxi atrás do outro e fazia você parecer siri na lata. Abafa o caso, porque a batata está assando e a chapa vai esquentar. Tem muito cara de pau que precisa abaixar a bola e ir catar coquinho.

Não adianta fazer onda, procur chifre na cabeça do cavalo ou tentar achar pelo em ovo. Isso é carta fora do baralho. Tem que botar a cobra pra fumar e afogar as mágoas num copo de cerveja. Para afogar o ganso, o cupido não pode dar tiro no escuro. Vai que acerta um bafo de onça, que no inverno agasalha o croquete.

A mulher vai achar que ele foi ver as ‘primas’ e se ela for uma galinha baranga, tipo o cão chupando manga, vai querer apagar o arrombado que botou um chifre nela. Ela vai chegar armada até os dentes e o mala sem alça pode amanhecer com a boca cheia de formiga e bater as botas. Coitado, foi pro beleléu.

Tem uma porrada de fulaninho da pá virada que não abre as pernas para o primeiro que aparece contando que o gato subiu no telhado. Tem gente que canta de galo para ver tudo acabar em pizza. Eu caí na real e chutei o balde. Amarrei o meu burro na sombra e decidi viver de sombra e água fresca. Quero ficar com a barriga para cima, de bunda pro ar. Vou dar uma de João sem braço e cair na gandaia. Eu cansei de jeca tatu e estou à procura de um almofadinha, boa pinta.

Eu sei que ando nas nuvens e não sigo nada ao pé da letra. Duvide-o-dó, mas eu dou os meus pulos e não esquento o banco de reservas. Bato nesta mesma tecla e aos trancos e barrancos eu sigo a vida, mesmo quando danço miudinho. Nada é um bicho de sete cabeças e eu dou carta branca para minhas decisões.

Eu quero arrebentar a boca do balão, chapar o coco, dar um chega pra lá e mandar bala. Vou jogar um verde porque quem não se comunica, se estrumbica: me dá uma mão? Eu penso na morte da bezerra. Não bote fé. Tô tirando onda.

Deus lhe pague.

172 total views, 2 views today

You Might Also Like

No Comments

Leave a Reply