Brasil, Crônicas

Lençóis Maranhenses

18/02/2014

Se você sai de São Paulo, compre uma passagem para São Luís, capital do Maranhão. Depois alugue um carro ou contrate um tour operator para ir até Barreirinhas, cidade onde localiza-se o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. A estrada é bem sinalizada com o asfalto novinho e o motorista me explicou o motivo: “A Roseana Sarney investe aqui porque atrai muito turista e gringo. Já o resto do Maranhão é todo esburacado.”

Na estrada São Luís/Barreirinhas


As casas à beira da estrada são de tijolos e só rebocadas na frente, outras são de bambu e palha. As de barro tem o telhado coberto por folhas de coqueiros. O banheiro sem teto ficava na parte de fora. Os moradores estendem as roupas na frente das casas ou na cerca farpada. As crianças brincam seminuas no quintal de terra batida. Este é o retrato do Brasil: um país de dimensões gigantescas e com muita gente pobre. Na estrada vendiam-se DVDs pirata, polpa bacuri, camarão seco e carne de charque.

Dia 1 – Barreirinhas


Escolhi uma pousada com piscina e quarto com ar-condicionado. Eu fui com um grupo num carro/caminhão chamado Bandeirantes até a beira do Rio Preguiça para cruzamos em uma balsa. Depois seguimos numa espécie de rally até a entrada do parque. Para minha surpresa, as lagoas são bem próximas umas das outras. A areia é um misto de fofa e compacta, fácil para caminhar.

Primeiro você vê/nada/relaxa na Lagoa da Preguiça que tem esse nome em homenagem as pessoas preguiçosas que param ali e não seguem até as outras. Depois há a Lagoa Esmeralda, Lagoa Azul e Lagoa do Peixe, que é a mais distante (20 min de caminhada) e um misto de água e vegetação. Nadar nas lagoas é uma experiência deliciosa, a água em tons de azul claro, turquesa, azul escuro e verde é refrescante.

Durante o passeio, leve garrafas de água e algo para petiscar porque o local é inabitado. Na volta, antes de pegar a balsa, há um quiosque improvisado que vende tapioca, café, água e cerveja. O passeio da noite é caminhar no centrinho onde há uma feira de artesanato que vende produtos locais. Para jantar eu escolhi um bistrô. De entrada pedi caldinho de camarão e de prato principal carne seca com molho de queijo coalho, arroz e feijão tropeiro. Para beber tomei duas caipirinhas de caju e a conta foi R$ 66 (custo benefício – excelente).

Dia 2 – Barreirinhas

monkey2Às 8h30 eu fui até a margem do rio pegar uma lancha voadeira para o passeio pelo Rio Preguiça margeando mangues, buritizais e igarapés. A primeira parada é em Vassouras, que tem esse nome devido à sua vegetação. Ali há macacos e as dunas e lagoas são lindas. Depois segue para Mandacaru, uma pequena comunidade de pescadores, onde está o Farol Preguiças, base da Marinha do Brasil. Do alto avista-se o encontro do Oceano Atlântico com o Rio Preguiça. A última parada é em Caburé para almoçar. Pedi um robalo na brasa (R$ 65/2 pessoas) e uma caipirinha (R$ 5). À noite fui novamente ao centrinho (sim, esse é o passeio noturno). Fui num restaurante e provei o arroz de cuxá (R$13 – sabor aromático meio esquisito) e comi frango a passarinho (R$27).

Dia 3 – São Luís

Tomei café da manhã na pousada e provei o suco de buriti (bem esquisito). Fiz o check out e voltei para São Luís com um casal que eu conheci durante a viagem. Passamos pelo Povoado de Morros, comemos um caranguejo no meio da estrada por R$ 3 e seguimos para a capital.

A cidade de São Luís me decepcionou. Eu achei a capital do Maranhão velha, suja e mal conservada, principalmente o centro histórico. A igreja principal é bonita, mas está toda deteriorada. Alguns casarões foram tomados por plantas e infiltrações. A orla é bonita, tem quiosques e bom atendimento. Paramos na praia Litorânea e comemos um peixe frito maravilhoso (R$ 45/3 pessoas).

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